Alternativa para bobagens diárias que costumo realizar.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Eu e ele
Nova sensação da corno music...
2 comentários:
Anônimo
disse...
ADOROOO está dupla ... vcs conseguem realmente ler a alma (ou chifre) das pessoas ... e que vozes ... este cabelo é tudooooo ....lindooooossss, amo vcs.
Edílio - homem, adulto, cerca de 35 anos, magro, cabelo despenteado, barba mau feita, sobrancelhas grossas, depressivo, fumante e alcólatra.
Sênia - mulher, adulta, cerca de 30 anos, magra, depressiva e manipulada, cabelos escuros e ensebados, veste roupa colada, jeans e blusinha aparecendo a barriga, quase não fala e tem muito medo de tudo.
Local - uma pequena cidade no interior de são paulo, uma casa velha, com móveis velhos de madeira, um rádio naun para de tocar, e a televisão ligada nos noticiarios. a casa vive fechada e suja, nela mora o casal Edilio e Sênia a cerca de 5 anos. Não possuem animais de estimação. há muitas moscas, roupas, sapatos e lixo espalhados por todo lugar.
Resumo
Não se sabe quando e como começou. Mas no dia em que um experimentou a carne do outro suas vidas se modificaram. No começo era só alguns pedacinhos, e eles esperavam cicatrizar os cortes para se comerem de novo. Até que tudo se transformou num vício terrível. Edílio perdeu os movimentos da perna esquerda abaixo do joelho, sobrou somente os ossos e uma pele muito fina que se regenerou. Eles passaram a se mutilar todos os dias e nos últimos dias só viviam pra isso. Um pelo outro. Uma terrível paixão que só acabou quando Edílio morreu e o que sobrou de Sênia foi internado num manicônio. A história foi contada em um jornal da cidade que ganhou prêmios em todo o mundo com a reportagem macabra. Agora uma empresa norte americana tenta negociar uma proposta com os familiares de Sênia para gravar um filme sobre a tragédia.
Parte 1
Quadro1 vista interna da casa, Edilio sentado de costa no primeiro plano em uma mesa velha na cozinha, a sua direita a pia, cheia de louças sujas, uma geladeira velha e um fogão, um armario preso na parede com as portas caindo. Em segundo plano é possível ver um pedaço da sala, o sofá, Sênia sentada com os pés em cima do sofá e a televisão ligada. ela está triste e tremendo um pouco, tem os braços, a barriga e a perna enfaixadas, as faixas estão sujas de sangue. a televisão exibi um noticiario sobre atentados terroristas na frança, na cozinha o rádio toca uma musica do caetano.
Quadro2 fechado em Edílio, que come um pedaço de carne mal passada ainda sangrando, do lado do prato um copo com alguma bebida borbulhante. seu rosto apresenta olheiras muito profundas, sem camisa é possível ver várias cicatrizes em seu ombro.
Quadro3 Sênia aparece na cozinha e passa a mão no cabelo de Edilio. Ele olha sem demonstrar muito carinho. Sênia-Sobrou um pouco pra mim? Edilio-hum, hum - e continua comendo.
Quadro4 Sênia sentada e Edílio em pé saindo de perto da mesa. Ela pega seu prato e come as sobras, sente muita dor no braço enfaixado.
Quadro5 uma réplica do quadro 1, invertendo as personagens, agora é Edilio quem está na sala e Sênia fica na cozinha comendo.
Quadro6 Edílio grito da sala - o que sobrou pra amanhã? Sênia - não sei, ainda estou sentindo dores na perna.
Quadro7 Edílio - pensei em cortar meu pinto, já não usamos mesmo. Sênio - o pinto e os testículos, pode ser? Edílio - pode...
Quadro8 Sênia está parada na frente da pia procurando uma faca, um copo quebra e corta sua mão.
Quadro9 Edílio corre e desesperadamente coloca a mão de Sênia em sua boca para não desperdiçar seu sangue.
Quadro10 Close no rosto de Edílio escorendo sangue de sua boca.
Quadro11 Close no rosto de Sênia que escorre uma lágrima de seu olho.
Quadro 12 Sênia nervoso chora - Em que nos transformamos, precisamos de ajuda... Edílio fica desconsertado e sai.
Quadro 13 Sênia se agaixa e continua chorando...
Fim da parte 1.
CRÔNICA DO CABRITO Não é difícil de imaginar, mas estava lá o rapaz, nem muito velho nem muito novo. Lembrou daquele filme que viu na noite anterior, olhou de rabo de olho, lá estava a galinha ciscando... e o galo do lado, marcando presença. Desviou o olhar rapidamente e viu a bananeira, seca, também naquela época... pouca chuva. Olhou para o outro lado e estava lá a cabritinha embaixo da mangueira, numa sombra gostosa que só as magueiras sabem dar. Não pensou duas vezes, pegou uma corda e amarrou a coitada na árvore. Abaixou as calças e não teve dó, comeu a mistura antes mesmo do jantar. Terminou o serviço e voltou todo sorridente para seus afazeres. De longe o cabrito viu tudo e, todo cabisbaixo e choroso, nunca mais olhou na cara da cabrita. Maciel Lucks Novembro 2006
CRONICA DA MULTIDÃO E tinha aquele que deu um fim no neto, parecia louco no meio da multidão, puxava as palavras de ordem e gritava: - É MUITO ÁLCOOL EM MIM! Maciel Lucks Novembro 2006
2 comentários:
ADOROOO está dupla ... vcs conseguem realmente ler a alma (ou chifre) das pessoas ... e que vozes ... este cabelo é tudooooo
....lindooooossss, amo vcs.
gosto tanto de você leãozinho.. caminhando sob o soooooooool.
gosto tanto de vc, macielzinhooooo..
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